OpenCDN atinge marca de 1 Tb/s de tráfego total


28 ABR 2026



Criada para descentralizar a distribuição de conteúdos digitais no país, iniciativa do NIC.br fortalece a infraestrutura da Internet e aumenta a qualidade da experiência online dos brasileiros

São Paulo, 28 de abril – Criado para descentralizar a distribuição de conteúdos digitais no país, o OpenCDN, projeto do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), atingiu nesta sexta-feira (24) a marca de 1 Tb/s de tráfego total. Mais do que um recorde no volume de dados, o número aponta para uma Internet mais eficiente, resultando numa melhor experiência online para milhões de brasileiros.

A iniciativa baseia-se no compartilhamento de infraestrutura, permitindo que Redes de Distribuição de Conteúdo (CDNs - Content Delivery Networks) instalem servidores de cache em centros de dados parceiros espalhados pelo território nacional. Esses servidores, que armazenam temporariamente cópias de conteúdos digitais muito acessados, conectam-se através do OpenCDN aos Pontos de Troca de Tráfego do IX.br, criando "atalhos" para os dados. Ao encurtar a distância até o usuário final, a infraestrutura promove uma entrega mais ágil e estável, com menor índice de falhas e custos operacionais reduzidos.

"O OpenCDN ataca um problema estrutural da rede no país: a concentração de conteúdos em poucos grandes centros, como São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza. Ao trazer 'cópias' de conteúdos de plataformas como Globo, Netflix, Google, Meta e outros para mais perto de cidades das diferentes regiões, diminui a dependência de conexões de longa distância. Essa descentralização reduz a latência e os congestionamentos, além de melhorar a estabilidade da conexão em horários de pico, aumentando de forma perceptível a qualidade da experiência dos usuários", explica o Gerente de Projetos e Desenvolvimento no NIC.br, Antonio M. Moreiras.

Esse projeto do NIC.br tem como objetivo fortalecer a infraestrutura da Internet no Brasil, estimulando o ecossistema local e aprimorando a conectividade em diversas regiões. Segundo Moreiras, atingir 1 Tb/s é um marco histórico. "Essa conquista é resultado do crescimento contínuo do número de CDNs interessadas em instalar seus caches no OpenCDN e de provedores interessados em acessá-los. O sucesso da iniciativa também está diretamente ligado à atuação dos nossos parceiros, sejam públicos ou privados. Eles cedem data center, energia, linques e infraestrutura física, viabilizando os custos mais baixos ou até, em algumas localidades, a ausência de custos, no acesso a esses conteúdos pelos provedores. A cooperação de diversas empresas e entidades públicas permite que a descentralização seja mais barata e tenha maior escala."

Economia estrutural

O OpenCDN é uma infraestrutura neutra e compartilhada, que viabiliza a presença de CDNs comerciais em regiões onde não haveria investimentos próprios no curto ou médio prazo. Operando sem fins lucrativos, com custos rateados entre os participantes e com a gestão do NIC.br, a iniciativa cria condições para melhor organização e uma economia estrutural relevante no ecossistema de conectividade brasileiro.

A marca de 1 Tb/s de tráfego agregado significa que esse é volume de dados entregue localmente, eliminando a necessidade de os provedores buscarem esses mesmos conteúdos via trânsito IP ou enlaces de transporte de longa distância. Considerando que as referências de mercado estão entre R$ 0,80 e R$ 3 por Mbps, o projeto economiza gastos que somariam entre R$ 9,6 milhões e R$ 36 milhões por ano no agregado dos provedores nacionais, fortalecendo a sustentabilidade financeira de toda a rede.

Para os pequenos e médios provedores (ISPs), o OpenCDN é altamente estratégico ao permitir o acesso direto às principais CDNs. Como cerca de 70% do tráfego típico de um ISP é composto por esse tipo de conteúdo, trazê-lo para o IX.br local muda o panorama econômico por reduzir drasticamente os gastos com trânsito IP. Além da economia financeira, o provedor passa a ter um melhor controle sobre sua engenharia de tráfego, resultando em uma rede mais robusta e competitiva.

O OpenCDN começou a operar em junho de 2018, com um piloto em Salvador (BA). Hoje, está presente, também, nas cidades de Manaus (AM), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Caruaru (PE), Feira de Santana (BA), Belém (PA) e Goiânia (GO) e, em breve, chegará em Campo Grande (MS).

Sobre o IX.br
O Brasil Internet Exchange (IX.br) é uma iniciativa do CGI.br e do NIC.br que visa à instalação e operação de Pontos de Troca de Tráfego Internet (PTTs) e provê a infraestrutura necessária para a interligação direta dos Sistemas Autônomos (ASs) que compõem a Internet. O IX.br colabora para reduzir os custos e melhorar o desempenho das redes participantes e de toda a Internet, seguindo a definição da Internet eXchange Federation. A iniciativa já abrange mais de 30 Internet Exchanges independentes, distribuídos pelas cinco regiões do País. Mais informações em: https://ix.br/.

Sobre o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR – NIC.br
O Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR — NIC.br (https://nic.br/) é uma entidade civil de direito privado e sem fins de lucro, encarregada da operação do domínio .br, bem como da distribuição de números IP e do registro de Sistemas Autônomos no País. O NIC.br implementa as decisões e projetos do Comitê Gestor da Internet no Brasil - CGI.br desde 2005, e todos os recursos arrecadados provêm de suas atividades que são de natureza eminentemente privada. Conduz ações e projetos que trazem benefícios à infraestrutura da Internet no Brasil. Do NIC.br fazem parte: Registro.br (https://registro.br), CERT.br (https://cert.br/), Ceptro.br (https://ceptro.br/), Cetic.br (https://cetic.br/), IX.br (https://ix.br/) e Ceweb.br (https://ceweb.br), além de projetos como Internetsegura.br (https://internetsegura.br) e Portal de Boas Práticas para Internet no Brasil (https://bcp.nic.br/). Abriga ainda o escritório do W3C Chapter São Paulo (https://w3c.br/).

Sobre o Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br
O Comitê Gestor da Internet no Brasil, responsável por estabelecer diretrizes estratégicas relacionadas ao uso e desenvolvimento da Internet no Brasil, coordena e integra todas as iniciativas de serviços Internet no País, promovendo a qualidade técnica, a inovação e a disseminação dos serviços ofertados. Com base nos princípios do multissetorialismo e transparência, o CGI.br representa um modelo de governança da Internet democrático, elogiado internacionalmente, em que todos os setores da sociedade são partícipes de forma equânime de suas decisões. Uma de suas formulações são os 10 Princípios para a Governança e Uso da Internet (https://cgi.br/resolucoes/documento/2009/003). Mais informações em https://cgi.br/.

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