English Español Français


Recomendações

Proposta para a Recomendação de PTTs

Comitê Gestor da Internet/Brasil
Grupo de Trabalho de Engenharia e Operação de Redes (GT-ER)

Da regulamentação do Ponto de Troca de Tráfego Internet - PTT - o Comitê Gestor da INTERNET do Brasil, na forma prevista no Paragráfo 2º do Artigo 1º da Portaria Interministerial nº 147, de 31 de maio de 1995, recomenda:

I. DA DEFINIÇÃO DO PONTO DE TROCA DE TRÁFEGO INTERNET - PTT

1.1 Considera-se como Ponto de Troca de Tráfego Internet - PTT, uma rede eletrônica de alta velocidade ou estrutura equivalente, onde diversas redes se conectam por meio de roteadores IP (Internet Protocol), com o propósito de troca de tráfego.

1.2 Um PTT é uma estrutura de nível dois, no modelo OSI, com velocidade e desempenho adequados a troca de tráfego IP entre os roteadores das redes participantes.

II. DO OBJETIVO DO PONTO DE TROCA DE TRÁFEGO INTERNET - PTT

Um Ponto de Troca de Tráfego Internet - PTT tem por objetivo conferir viabilidade à troca do tráfego interno (tráfego Brasil-Brasil), sendo vedados o fornecimento e/ou administração de conexões para o exterior.

III. DA ARQUITETURA DE UM PONTO DE TROCA DE TRÁFEGO INTERNET - PTT

3.1 De acordo com os padrões técnicos correntes, um Ponto de Troca de Tráfego Internet - PTT deve assegurar o desempenho mínimo equivalente a um switch Ethernet, operando a 100 Mbps.

3.2 Impõe-se o uso de tecnologias de redes que impeçam a formação de um ponto de estrangulamento de tráfego para as redes participantes.

3.3 De igual forma, incumbe aos administradores das redes participantes assegurar que seus enlaces de acesso ao Ponto de Troca de Tráfego Internet - PTT não se tornem obstáculo ao livre fluxo de tráfego.

3.4 Cabe ao Ponto de Troca de Tráfego Internet - PTT propiciar instalações apropriadas ao recebimento dos equipamentos (roteadores) das redes participantes, proporcionando condições ambientais e de alimentação elétrica adequadas a sua operação e manutenção.

IV. DOS REQUISITOS PARA PARTICIPAÇÃO EM UM PONTO DE TROCA DE TRÁFEGO INTERNET - PTT

Para se conectar a um Ponto de Troca de Tráfego Internet - PTT, uma rede deverá:

a. constituir-se em Autonomous System (AS), com número registrado;

b. operar com um conjunto ou bloco de números IP próprios e sem superposição com os de outras redes;

c. dispor de conexão própria com a Internet mundial, entendendo-se esta conexão uma que propicie visibilidade a todo segmento da Internet externo ao Brasil;

d. possuir equipamento de roteamento IP capaz de manter sessões BGP-4 ou protocolo que o suceder, com os outros Sistemas Autônomos (AS) participantes;

e. instalar e manter, sob sua responsabilidade, ao menos uma conexão com o Ponto de Troca de Tráfego Internet - PTT, na velocidade adequada ao livre fluxo de tráfego sendo recomendável a velocidade mínima de 2 Mbps, podendo ser adequada conforme a necessidade pela administração do PTT devido a condições locais.

V. DA TROCA DE TRÁFEGO EM UM PONTO DE TROCA DE TRÁFEGO INTERNET - PTT

5.1. As redes eletrônicas que possuírem conexões próprias com o exterior devem trocar tráfego Brasil-Brasil por intermédio de um Ponto de Troca de Tráfego Internet - PTT.

5.2 As informações obtidas pelo intercâmbio do uso de um Ponto de Troca de Tráfego Internet - PTT não sofrem restrições quanto a sua natureza, salvo as de caráter ilícito.

5.3 Cabe ao participante de um Ponto de Troca de Tráfego Internet - PTT assegurar visibilidade e acesso de suas redes às demais redes de outros participantes.

5.4 Criado um Ponto de Troca de Tráfego Internet - PTT, observados os requisitos estabelecidos pelo presente instrumento, é facultado o uso de mecanismo de filtragem de pacotes por quaisquer dos participantes do PTT, para cada tráfego gerado no Brasil, porém, recebido através de uma conexão internacional.

VI. DA IMPLANTAÇÃO DE PONTOS DE TROCA DE TRÁFEGO INTERNET - PTTs

É permitida a instalação e operação de um Ponto de Troca de Tráfego Internet - PTT a quaisquer instituições ou organizações que atenderem aos requisitos mínimos dispostos nas cláusulas III e IV acima.

VII. DA LOCALIZAÇÃO DOS PONTOS DE TROCA DE TRÁFEGO INTERNET - PTTs

6.1 Os Pontos de Troca de Tráfego Internet - PTTs devem ser implantados nas localidades que gerem maior volume de tráfego Brasil-Brasil.

6.2 Considerando-se as maiores redes eletrônicas do país, bem como o volume de tráfego gerado, fica definido pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, a implantação de Pontos de Troca de Tráfego Internet - PTTs nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro em uma primeira fase, sem prejuízo, no entanto, da implantação de Pontos em quaisquer outros locais que preencham os requisitos acima definidos.

VIII. DA PUBLICAÇÃO

A divulgação das normas regulamentares do presente instrumento efetuar-se-á por intermédio do endereço eletrônico do servidor web do Comitê Gestor na Internet: http://www.cgi.br.


Glossário

AS - Autonomous System (Sistema Autônomo)

Subconjunto delimitado, na Internet global, de roteadores, redes e linhas de comunicação, funcionando sob uma mesma administração técnica e mediante procedimentos próprios de roteamento interno.

BGP-4 - Border Gateway Protocol version 4 (Protocolo de Roteador de Fronteira, versão 4)

Protocolo utilizado na Internet global para a troca de informações de roteamento entre Sistemas Autonomos distintos. Tal troca de informações se dá no contexto de sessões BGP4, estabelecidas entre pares de roteadores localizados em diferentes AS, mas que admitem uma rede de contato comum.



NIC.br Registro.br CERT.br CETIC.br CEPTRO.br



  Válido HTMLVálido CSS