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Reunião
de 12 de novembro de 1997
1. Providências sobre a instalação dos PTTs:
O coordenador da Rede Nacional de Pesquisa, RNP, Dr. José
Luiz, distribuiu o documento "Uma
reflexão sobre os Pontos de Interconexão de Rede (PIR's) e a Internet/Br". Baseado no estudo, José Luiz alertou para
a necessidade de serem criados novos PIRs no Brasil visando
garantir uma melhor conectividade da Internet. Ele ressaltou o
surgimento de alguns PIRs independentes no País, iniciativas de
empresas e provedores de acesso que precisam de rapidez na
conexão. Como exemplo, José Luiz citou o tráfego da Rede em
Brasília, onde existe uma intensa troca de pacotes de
informação.
O assessor da presidência da FAPESP, Dr. Hartmut Richard Glaser,
esclareceu que a fundação está adotando uma política de que
visa melhorar o tráfego Internet em suas linhas e, para isso, a
entidade tem procurado parceiros na iniciativa privada. Ele
explicou que no projeto está prevista a troca de tráfego com a RNP.
José Luiz se comprometeu a enviar dentro de alguns dias, uma
versão atualizada do documento elaborado pelo Grupo de Trabalho
Engenharia de Redes que trata da Criação de PIRs para que cada
integrante do CGI.br faça suas recomendações. As observações
serão discutidas na próxima reunião que acontece no dia 11 de
dezembro em São Paulo. Em nome do CGI.br, Dr. Raphael Mandarino,
Secretário Executivo, reiterou o apoio e incentivo do Comitê na
criação e disseminação de PIRs no Brasil.
2. Situação de Conectividade de Backbones
Dra. Liane Tarouco falou sobre o resultado de um monitoramento
realizado nas rotas utilizadas para o fluxo de pacotes na Rede
brasileira. Foram observados os seguintes problemas:
- As linhas internas do País estão sobrecarregadas,
principalmente nos finais de semana e a comunidade
acadêmica tem tido dificuldade em acessar as linhas
internacionais.
- Existe perda de acesso e pacotes de informação entre
São Paulo e Rio de Janeiro, inclusive de mensagens
eletrônicas (e-mails).
Liane Tarouco disse que devido à baixa velocidade e perda de
pacotes, diversos projetos acadêmicos estão paralisados, como o
desenvolvimento de tecnologia para videoconferência e
aplicações multimídia. As conexões que apresentam maiores
problemas, segundo a pesquisa, são: Belo Horizonte/Rio de
Janeiro, Porto Alegre/São Paulo e São Paulo/Rio de Janeiro.
Metade dos acessos vem do domínio .com. Outro ponto
ressaltado foi o fato do usuário ter que passar pelo backbone da
Embratel para chegar ao da Unisys e também de haver uma
sobrecarga nos links internacionais pelo fato da Embratel
utilizar essas linhas para tráfego interno.
Dr. José Luiz sugeriu três providências que poderiam
melhorar a situação da conectividade no País: implantação de
Cache de Web, instalação de um PIR em Brasília e ampliação
das linhas da RNP.
O Dr. Glaser enfatizou a preocupação com a conectividade
brasileira, alertando para a possibilidade de haver um
agravamento na situação devido ao rápido crescimento da Rede.
A FAPESP vem registrando uma média de 700 novos domínios por
semana. No início do ano, eram aproximadamente 10.000 domínios
e a previsão é que em janeiro de 98 esse número chegue a
32.000.
O Comitê Gestor enviará um documento convidando os
responsáveis pelo roteamento dos backbones brasileiros para uma
reunião entre seus representantes e os membros do Grupo de
Trabalho Engenharia de Redes, no mesmo dia da reunião do CGI.br, em
São Paulo. O objetivo do encontro é trabalhar em conjunto para
resolver as deficiências da conectividade Internet no País.
José Luiz ficou responsável pela elaboração do convite.
3. O Estado da Arte de Sistemas DNS na FAPESP:
Dr. Glaser comunicou ao Comitê Gestor o recebimento do
ofício enviado pelo coordenador do CGI.br, Dr. Ivan Moura Campos. No
documento, Dr. Ivan, em nome do Comitê, oficializa a atividade
de registro de domínios como sendo responsabilidade da FAPESP.
Dr. Glaser declarou também que conforme anunciado na reunião do CGI.br em outubro de 1997, a
FAPESP iniciará a atualização de seu cadastro. O prazo
determinado para o início desse trabalho havia sido março de
97, mas o novo software levou mais tempo que o previsto para sua
finalização. A atualização cadastral terá início na
primeira quinzena de dezembro. O procedimento implica em:
- Todos os domínios que foram registrados na FAPESP antes
de janeiro de 1997 passarão por um processo de
atualização cadastral.
- Serão liberados para registro os novos Domínios de
Primeiro Nível. São eles:
.ART - Artes, música, pintura, folclore e etc.;
.ESP - Esportes em geral;
.IND - Organizações industriais;
.INF - Provedores de informações;
.PSI - Provedores de serviço Internet;
.REC - Atividades de entretenimento, diversão, jogos e etc.;
.ETC - Atividades não enquadráveis nas demais categorias;
.TMP - Uso para eventos de duração limitada ou temporária;
Obs: Uma empresa só terá direito ao uso de 1 (um) DPN, ou
seja, se a empresa "XXX" quiser registrar xxx.psi.br
não poderá requerer xxx.rec.br, por exemplo.
- O prazo para efetivação do registro passa a ser 72
horas (antes a FAPESP levava 8 dias úteis).
- O registro de nomes de domínio passa a ser cobrado
(referente ao ano de 97):
Existem duas taxas associadas ao registro de um nome de
domínio. A primeira no valor de R$ 50,00 refere-se à
renovação do registro, caso o domínio já se encontre
registrado na FAPESP, ou o registro inicial, caso esteja sendo
feito pela primeira vez. A segunda refere-se à anuidade, também
no valor de R$ 50,00, para cada domínio registrado.
Serão cobradas ambas as taxas a partir de 1997, inclusive,
sendo que a anuidade será no critério -pró-rata-, tendo por
base o mês da solicitação inicial do registro. Caso o registro
tenha sido feito anteriormente à 1997, será cobrada a anuidade
integral.
Quem registrou após janeiro de 1997 terá o valor R$ 50,00
dividido por doze, sendo o preço pela anuidade referente ao
tempo que o usuário usufruiu do serviço. Para fazer o cálculo,
basta utilizar a fórmula R$4,17x(13-n), onde "n" é o
mês no qual foi efetuado o registro do nome de domínio.
Ex: Registro feito em março fica R$4,17x(13-3) = R$ 41,70
A cobrança do ano de 98 será feita no segundo trimestre de
98.
4. ACP - Painéis de resolução de conflitos
Dra. Mônica Morgado, representante do Instituto Nacional de
Propriedade Industrial, INPI, esclareceu que o Instituto possui
um grupo de trabalho para estudar a questão dos registros de
domínios, particularmente a forma como eles devem ser tratados
do ponto de vista de marcas. Ela esclareceu ainda que esse
assunto é recente e vem sendo discutido em todo o mundo, mas
não existe ainda um consenso sobre como os domínios Internet
devem ser tratados. Dr. Raphael Mandarino sugeriu que fosse
criado um canal formal entre o INPI e o CGI.br no tocante a este
assunto. Dra Mônica complementou propondo que a proposta do CG
fosse oficializada. Demi Getschko se pôs à disposição para
apresentar sua experiência e participar do novo grupo de estudo.
O Comitê Gestor enviará um documento oficial ao INPI com o
objetivo de estabelecer um canal permanente de troca de
informações, além da promoção de um seminário sobre
registro de domínios. Demi ficou responsável por marcar a data
do evento em comum acordo com INPI.
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